
Menos dívidas, mais atraso: cenário das famílias no Paraná muda em 2026
Mesmo com menos gente endividada, aumentam os casos de contas atrasadas e de famílias sem condições de pagar dívidas
10/04/2026por Portal do RomeuO endividamento das famílias paranaenses caiu em março e atingiu o menor nível dos últimos dez anos. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da CNC e da Fecomércio PR, 84,4% dos lares tinham algum tipo de dívida, como cartão de crédito, financiamento ou carnê. Um ano antes, esse índice era de 88,1%.
Apesar da redução, o número de famílias com contas atrasadas aumentou. Em março, 15,5% estavam inadimplentes — ou seja, com pagamentos em atraso — frente a 11,8% no mesmo período de 2025. Também cresceu a parcela de pessoas que dizem não ter condições de quitar as dívidas, passando de 2,6% para 3,7%.
Mesmo com essa alta, o Paraná ainda se mantém entre os estados com melhores índices de inadimplência do país.
No cenário nacional, os números são mais elevados. O endividamento chegou a 80,4% das famílias, enquanto 29,6% têm contas atrasadas. Já 12,3% afirmam não conseguir pagar suas dívidas.
Entre as famílias com renda de até dez salários mínimos, o endividamento ficou praticamente estável em março (85,2%), mas caiu na comparação anual. Por outro lado, aumentaram as contas em atraso (de 15,8% para 16,4%) e o número de famílias sem condições de pagamento (de 3,4% para 3,8%).
Já nas famílias com renda acima de dez salários mínimos, o endividamento se manteve em 81% no mês, com queda em relação aos 86,3% registrados em 2025. Nesse grupo, houve leve redução na inadimplência (de 12,5% para 11,9%), mas cresceu a parcela que não consegue pagar as dívidas, passando de 1,8% para 3%.
O cartão de crédito segue como o principal tipo de dívida, citado por 94,1% das famílias. Em seguida aparecem o financiamento de veículos (7,9%) e o financiamento imobiliário (6,6%).
A pesquisa também mostra mudança no comportamento do consumidor: aumentou o uso do crediário em lojas (de 2,8% para 5,5%) e do crédito pessoal (de 0,3% para 3%). Na prática, isso indica que, mesmo com menos dívidas no geral, muitas famílias ainda recorrem a empréstimos para manter as contas em dia.




Junho VioletaQuase metade das agressões contra idosos em Francisco Beltrão é cometida pelos próprios filhos
IntercâmbioParaná envia estudantes de excelência para intercâmbio em universidade de referência nos Estados Unidos
Segurança PúblicaMegaoperação do Gaeco cumpre 559 mandados em quatro estados e mira facção criminosa com atuação dentro de presídios
Servidor municipal sofre agressão ao notificar empresa por infração ambiental