
MP do Paraná faz operação contra suspeitas de cartel, fraude em licitações e corrupção em Pato Branco e região
Ações simultâneas apuram supostas fraudes em licitações, corrupção, lavagem de dinheiro e irregularidades na execução de obras. Justiça determinou prisão preventiva, afastamento de servidor e suspensão de contratos públicos.
30/07/2026por Portal do RomeuO Ministério Público do Paraná (MPPR) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (30), três operações simultâneas para investigar um suposto esquema de fraudes em licitações, cartel, corrupção, lavagem de dinheiro e irregularidades em contratos de pavimentação em Pato Branco e região. Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão em seis municípios do Paraná.
As investigações são conduzidas pelo Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria) e pela 1ª Promotoria de Justiça de Pato Branco, com apoio do núcleo de Francisco Beltrão do Gaeco.
Os mandados foram cumpridos em Pato Branco (11), Francisco Beltrão (2), Vitorino (2), Curitiba (1) e Coronel Vivida (1). A Justiça também determinou o afastamento cautelar de um servidor comissionado da Prefeitura de Pato Branco e a prisão preventiva de um dos investigados.
Na Operação Agregados, o MP apura a atuação de empresas do setor de pavimentação suspeitas de formar cartel para fraudar licitações e impedir a implantação de uma usina municipal de asfalto, preservando contratos privados. Um ex-vereador, atualmente ocupando cargo comissionado, é investigado por suposta atuação no esquema e foi afastado da função. Durante as buscas, foram apreendidos R$ 31 mil em dinheiro e R$ 51 mil em cheques.
A Operação Homens de Bem investiga um grupo econômico suspeito de direcionar licitações milionárias por meio da doação de projetos de pavimentação ao município, posteriormente utilizados em concorrências vencidas por empresas ligadas ao próprio grupo. Como medida cautelar, a Justiça suspendeu contratos vigentes, pagamentos pendentes e proibiu novas contratações com o poder público.
Já a Operação Situação Precária apura possíveis fraudes na execução de obras de asfalto em dois bairros de Pato Branco. Laudo técnico independente identificou serviços pagos, mas não executados, problemas estruturais em calçadas e reprovação de 91,67% das amostras do revestimento asfáltico quanto à compactação e espessura. Apesar das inconsistências, o contrato foi pago integralmente, havendo indícios de emissão de laudos falsos.
Paralelamente, foi cumprido um mandado de prisão preventiva contra um investigado suspeito de fraudar o cumprimento de pena por crime licitatório. Segundo o MP, ele teria simulado a prestação de serviços comunitários para obter, de forma irregular, a extinção da condenação.




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